Morangos com Açúcar

2007-10-28

Castings revelam actores ex morangos

Mariana Monteiro, a Bia dos ‘Morangos com Açúcar’ e a Mafalda de ‘Doce Fugitiva’, tinha apenas 16 anos quando fez o seu primeiro casting depois de ser descoberta por uma agência numa das ruas da Baixa, quando fazia compras com a mãe.

“Tínhamos vindo a Lisboa passar uma semana. Andávamos a ver montras quando uma senhora da Unique Style nos abordou. Deu-nos o contacto e incentivou-me a fazer umas fotos na agência. Hesitei muito. Mas lá acabei por aparecer e fazer a inscrição.”

Um mês depois, no Porto, a jovem recebe um telefonema para a marcação de um casting.

Após algumas hesitações, Mariana meteu-se ao caminho, chegou a Lisboa, fez as provas e foi escolhida para interpretar a Bia de ‘Morangos com Açúcar’. Hoje com 18 anos, Mariana Monteiro recorda bem esse dia: “Estava muito nervosa. Tive de fazer uma contracena com um rapaz. Ele ‘fazia-se a mim’ e eu tinha de rejeitá-lo. O nervosismo passou quando comecei o casting. No final tinha a sensação de que tinha corrido bem”, conta.

Os pais de Mariana é que não viram com bons olhos o novo desafio da filha, que implicava ir viver para Lisboa, deixar a família e interromper os estudos. “Avisaram-me de que ao primeiro deslize regressava ao Porto. Mas arriscaram e deixaram-me vir. Foi um teste à minha confiança”, conta a jovem actriz, que prepara agora o terceiro trabalho em televisão na telenovela ‘Imperius’, que irá substituir ‘Ilha dos Amores’, na TVI. De trança preta e tez morena, o visual para o novo papel, Mariana Monteiro está irreconhecível.

PROVAR AOS PAIS

Provando aos pais que é uma jovem responsável, Mariana Monteiro concluiu o 12.º ano enquanto gravava ‘Doce Fugitiva’, em que interpretava o papel da rebelde Mafalda Noronha. “Acabava as gravações às 18 horas e ia a correr para as aulas. Foi muito difícil conciliar tudo. Mas consegui concluir o curso”, diz a actriz, que fará 19 anos dentro de dias.

Rafael Vilhena, director da Unique Style, a agência que descobriu Mafalda, faz questão de explicar que “não basta ter bom visual”. “É preciso espontaneidade, atitude. E conta também a forma como falam, como interagem. Só reunidas estas condições é que apostamos nos jovens”, frisa Rafael Vilhena, cuja agência procura novos talentos nas escolas secundárias, nas universidades, nas discotecas, numa rua de uma cidade ou no metropolitano.

“A Rita Fernandes, a Telma da última série de ‘Morangos de Verão’, foi descoberta numa discoteca de Leiria. Tem 19 anos e está agora na República Checa no concurso internacional Miss Europe Junior, em competição com representantes de 26 países.

O evento destina-se a jovens entre os 16 e os 20 anos”, revela à Correio TV o responsável pela Unique Style. Esta mesma agência descobriu ainda Martim Penedo, que começou por fazer publicidade e que aos dez anos foi seleccionado num casting para protagonizar a peça infantil de Filipe La Féria ‘O Principezinho’.

SEM MEMÓRIA DO PRIMEIRO CASTING

Fernando Fernandes, cantor e intérprete que se popularizou com a interpretação da personagem Tomé na série juvenil ‘Morangos com Açúcar’, era também um dos agenciados da Unique Style.

Patrícia Tavares não tem memória do seu primeiro casting. Porque fez muitos e começou muito cedo. Aos oito anos, Patrícia já fazia figuração em filmes estrangeiros. “Nessa altura saía barato vir rodar a Portugal. Mas a figuração era um meio muito restrito. Fiz muito trabalho. Ganhava-se bem e éramos muito bem tratados”, lembra a actriz. Aos 16 anos, Patrícia Tavares faria um casting para a sua primeira telenovela, ‘Roseira Brava’, exibida na RTP 1 em 1995. “Havia imensa gente e, depois de horas de espera, desisti e fui-me embora. Achei que nunca chegaria a minha vez. Como o casting foi atribulado, eles abriram inscrições para mais dias e, graças a uma marosca da minha mãe, lá consegui fazer as provas”. Tozé Martinho, Nicolau Breyner e Ivan Coletti conduziram o casting para ‘Roseira Brava’.

Reconheceram que Patrícia Tavares tinha talento e escolheram-na para fazer o papel de Anabela, a jovem que se apaixona por Manolo (Virgílio Castelo). “Uma semana depois, noutro casting, seria seleccionado o António Pedro Cerdeira, que era o meu herói na novela porque me arrancava das ‘garras’ do Manolo’ e da prostituição”, recorda a actriz.

Casada, com uma filha de cinco anos e cansada das lides domésticas, Maria Vieira, então com 24 anos, decidiu mudar de vida. “Como a minha filha já não estava tão dependente de mim, decidi ir trabalhar para um escritório”, conta. Mas três meses bastaram para que a actriz percebesse que não tinha vocação para passar o dia fechada num gabinete.
Autora: Eugénia Ribeiro
Fonte: CM

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