Morangos com Açúcar

2007-08-18

Entrevista - 4 Taste

Constituída pelos jovens músicos Luke D’Eça, Francisco Borges, Nelson Patrão e David Gama, que interpretam as personagens de Ed, Jota, Link e Sérgio na série, respectivamente. Tal como os outros artistas ficcionais da série, rapidamente os 4Taste transitaram da ficção para a realidade. Nelson Patrão e David Gama são antigos membros da banda Starvan.

O nome 4Taste assenta no facto de se tratarem de quarto artistas com gostos, ou “sabores” (tastes) musicais distintos. Na série, foi a personagem Ed quem deu o nome à banda em honra dos seus quatro membros e porque o projecto tem para ele “um sabor especial”.

Este mês, em entrevista ao Ensino Magazine, falam dos objectivos da banda, dos espectáculos que vão realizar e do novo Cd que reproduz o concerto realizado no Campo Pequeno.


Este Verão vai ser repleto de espectáculos?

Temos cerca de 60 concertos por todo o país. Facto que é muito bom, não só pela realização dos espectáculos e pela divulgação da nossa música, mas também porque conseguimos conhecer um pouco mais de Portugal.


Como é que está a ser essa experiência de estar em palco?

Está a ser muito boa. Temos sido muito surpreendidos pelos fãs. Quando iniciámos esta tournée não tínhamos a noção daquilo que as pessoas gostavam mais. Mas o que verificamos é que o nosso público gosta das músicas e ao longo dos espectáculos farta-se de pular e cantar. Tem sido um supresa muito boa.


E a vossa relação com os fãs?

É excelente. Por vezes ficamos surpreendidos com a quantidade de pessoas que cantam praticamente todas as músicas. Isso deve-se ao facto delas passarem na série Morangos com Açúcar, mas também porque as pessoas gostam das canções. No palco nós tentamos transmitir uma energia ao público e isso também cria uma empatia importante para com os nossos fãs.


A vossa popularidade faz com que sejam abordados na rua?

Digamos que passar despercebido na rua é complicado. Neste momento, com a fase dos concertos o nosso tempo livre é pouco. Passamos a maior parte do dia a trabalhar, pelo que por vezes não há tempo para usufruir desse reconhecimento.


Recuando no tempo, e falando no álbum de estreia, quanto tempo durou todo o processo que deu lugar à produção do CD?

De início quando começámos os Morangos com Açúcar gravámos três temas. Depois até à terceira série, começámos a compôr e a elaborar temas para o CD final. Só na quinta série gravámos tudo.


Com os concertos um pouco por todo o país, como é possível conciliar as gravações da série Morangos com Açúcar?

Felizmente que agora, no Verão, as gravações acalmaram um bocadinho. Houve a preocupação de conciliar as duas coisas por parte do grupo que nos rodeia.


Como é que analisam a experiência de representar numa série de sucesso televisivo?

É uma experiência diferente daquilo que tínhamos feito anteriormente. Temos que «andar sempre a abrir», num ritmo alucinante. Podemos chegar a entrar às 8 da manhã e sair às 8 da noite. Este trabalho permite-nos também conviver com muita gente. Cada actor é diferente, e é interessante ver como é que cada um representa.


E preferem representar ou cantar?

Talvez cantar. Nós todos andamos nestas coisas da música há já algum tempo. Isso não significa que não tenhamos ficado indiferentes à representação. Pelo contrário, é algo que puxa muito por nós, pelo que também ficámos com o «bichinho» da representação.


Vão continuar na série de Verão Morangos com Açúcar. Esperam continuar nas futuras temporadas?

Este Verão é certo. Quanto às próximas séries não sabemos.


Voltando ao álbum de estreia. O balanço é positivo em termos de vendas?

Muito positivo. Vendemos cerca de 80 mil discos. É algo anormal, num país como este, vender tantos discos, sobretudo numa altura de crise.


Na série Morangos com Açúcar há mensagens que procuram contestar e travar a pirataria das músicas. Sentem-se prejudicados com a venda paralela?

É uma pergunta polémica. Poderemos dizer esse factor não nos prejudica na totalidade, pois significa que as pessoas que gostam do produto vão à loja e compram. Aquelas que ainda não nos conhecem, podem ouvir as músicas a partir da net, e depois acabam por comprar o disco. Ou seja, há muita gente que nunca compraria o álbum, fique a gostar e vá aos nossos concertos. Esse dado faz parte dos tempos que correm...


Para quando um novo álbum?

Para este verão está prevista a saída de um novo cd, gravado ao vivo no Campo Pequeno, naquele que foi um concerto memorável para a banda. Quanto a um novo trabalho de originais, ainda não há datas previstas. Neste momento a prioridade são os concertos.


Qual a leitura que fazem do panorama musical português?

É muito boa. cada vez há mais bandas a aparecer, umas a cantar em português, outras em inglês. No rock há um grande vazio. Felizmente nós estamos a tomar esse lugar...
Fonte: 4Taste 4Ever / Ensino Magazine Online

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