Morangos com Açúcar

2007-07-26

Ana Guiomar e Diogo Valsassina

Aos 18 anos, Ana Guiomar já não é mais a menina que se tornou popular na série ‘Morangos com Açúcar’. Mais madura, a actriz falou ao Correio Vidas sobre a história de amor com o namorado, nos bastidores da mediática série da TVI, da vida em Lisboa e dos sonhos para o dia em que será muito rica, dona de um iate e de uma casa com 30 guarda-roupas.

Correio Vidas – Está em cena com a peça ‘Confissões de Adolescente’. Aos 18 anos, ainda se sente uma jovem rebelde?

Ana Guiomar – Pelo contrário, sempre fui calminha, nunca passei por aquelas rebeldias de fumar cigarros atrás do pavilhão, nem tive namorados na escola. Era muito caladinha e só era mais calona para estudar. Se calhar perdi um bocadinho com isso. Tenho o 12.º ano por completar, mas é uma coisa que quero fazer já para o ano. Mas agora vou descansar.

– Acabou as gravações da série da RTP 1 ‘Conta-me como Foi’. Vai de férias?

– Vou tentar ir a Barcelona com uma amiga, e depois vou ficar por cá a fazer praia, que é uma coisa que não dispenso. Também estou a pensar ir à Holanda. O meu ex-padrasto vive lá, e até já tenho um quartinho meu em casa dele.

– E com o namorado [o actor Diogo Valsassina], não vai tirar uns dias?

– Infelizmente, não vai dar. O Diogo está a gravar a ‘Ilha dos Amores’ e não posso ir de férias com ele, mas vamos aproveitando os fins-de-semana em comum para fazer qualquer coisa diferente.

– A vossa história é engraçada, conheceram-se nos ‘Morangos’, onde faziam um par romântico. Foi amor à primeira vista?

– Não foi nada amor à primeira vista. Para mim, ele era um colega absolutamente normal. Com o tempo é que nos fomos aproximando, talvez por causa da idade. E, depois, fazermos de par romântico foi uma benesse que a produção nos deu. Nessa altura já namorávamos.

– Pensa que é para a vida?

– Claro que quando uma pessoa está apaixonada diz que sim, que é o amor da nossa vida, mas se não for vai ser um grande amor da minha vida. Mas não penso muito nisso, sou muito nova. Ainda não penso em casar e ter filhos, mas adorava ter 80 anos e a casa cheia de filhos e netos.

– Como é a vossa relação?

– Temos uma relação engraçada, cumprimos as funções de namorados, mas somos amigos e um bocadinho irmãos. Sinto que estamos a crescer juntos.

– Até há pouco tempo vivia em Torres Vedras. Como foi a mudança para Lisboa?

– Já precisava de mudar. Como não tinha carta de condução, passava a vida a apanhar o autocarro para Lisboa. A adaptação não foi nada complicada. Desde pequena que sempre fiz tudo sozinha, por isso, para mim, sair de casa foi fácil, e até gosto das tarefas domésticas, de passar a ferro e de cozinhar.

– A participação nos ‘Morangos’, e depois na novela ‘Tempo de Viver’, deu-lhe alguma independência financeira. O que comprou com o primeiro ordenado?

– Foi a minha cabina de hidromassagem. Entrei numa loja, nem sabia que aquilo existia, mas quis logo levar. Ainda hoje funciona muito bem.

– Como foi passar da Ana Guiomar anónima para uma pessoa que toda a gente conhece?

– Nunca senti muito aquela coisa do ‘ai, não posso sair à rua’, mas também porque morava em Torres Vedras. A minha vida era gravar e apanhar o autocarro do Campo Grande para casa. Continuei a fazer uma vida normal.

– Até onde quer chegar na carreira? O que sonha para o futuro?

– Não faltar trabalho já é muito bom, mas quero fazer de tudo, desde a boazinha à vilã. Claro que sonho em ser muito rica, ter um iate e uma casa com 30 guarda-roupas, mas não faço grandes planos.

REFLEXO

Correio Vidas – O que vê quando se olha ao espelho?

Ana Guiomar – Olho-me ao espelho quando acabo de tomar banho, portanto vejo-me lavadinha. Acho que é importante olharmo--nos ao espelho mas numa perspectiva menos física e não naquela do ‘ai, meu Deus, sou tão bonita!’.

– Gosta do que vê?

– Com 18 anos, se não gostasse daquilo que vejo, acho que quando tivesse 30 ia ser uma depressão. Sempre fui muito insegura, mas mais naquela fase da escola. Hoje em dia já não sou assim.

– Nunca lhe apeteceu partir o espelho?

– Não, até porque há a superstição de que partir um espelho é equivalente a sete anos de azar.

– Antes de sair de casa vê-se sempre ao espelho?

– Claro, é obrigatório. Acho que todas as mulheres fazem isso.

– Quem gostaria de ver reflectido no espelho?

– Se calhar uma senhora da limpeza, isso queria dizer que não tinha de fazer as coisas da casa sozinha.

– Um momento marcante na sua vida?

– Quando tirei a carta de condução, há sete meses. Foi uma sensação de liberdade, o grito do Ipiranga. E, claro, o nascimento dos meus dois irmãos, que são a coisa que eu mais amo.

– Uma pessoa de referência?

– A minha avó, que ainda é viva, graças a Deus, e que até aos 120 anos há-de ser. É a pessoa que ainda hoje me dá conselhos e com quem passo o dia inteiro no sofá a ver as ‘Tardes da Júlia’ e a comer as comidinhas caseiras que ela me faz.

– Qualidade e defeito?

– A minha maior qualidade é ser muito bem-disposta, que hoje acho que é muito bom. O defeito é a insegurança, sempre foi. Antes era uma insegurança a nível de tudo, roupa, acho que passou um bocadinho com a idade.

PERFIL

Ana Guiomar nasceu em Lisboa há 18 anos, mas foi em Torres Vedras que passou a juventude. Filha de uma maquilhadora de televisão, desde miúda que se habituou às luzes da ribalta. Na L’Agence desde os 11 anos, fez trabalhos de manequim e participou na série ‘Segredos de Justiça’. Ainda assim, ninguém se lembrava dela quando entrou nos ‘Morangos’. Desde então nunca mais parou. A TVI não desperdiçou o talento e contratou-a para uma outra novela. Em ‘Tempo de Viver’, Ana Guiomar contracenou com nomes como Alexandra Lencastre e, no final, não ficou de braços cruzados. A actriz terminou recentemente as gravações para a série da RTP1 ‘Conta-me Como Foi’ e está em cena com a peça ‘Confissões de Adolescente’. A actriz foi fotografada em frente ao espelho de eleição de sua casa.
Autora: Rute Lourenço
Fonte: CM

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