Morangos com Açúcar

2007-05-19

Cláudia Vieira - Espero provocar muitos acidentes

Tem o seu corpo espalhado por Portugal, desde que a Triumph a escolheu como imagem. Este passo na sua carreira foi, para ela, um marco, mas a actriz realça que participar em ‘Morangos com Açúcar’ foi o momento mais marcante da sua vida. Fala com saudade da infância e demonstra um grande amor e orgulho pelo namorado, o actor Pedro Teixeira.

Há três anos, Cláudia Vieira saltou para a ribalta ao protagonizar a segunda temporada de ‘Morangos com Açúcar’. Foi a sua estreia na TV e onde encontrou o amor: Pedro Teixeira. Desde os 18 anos que faz trabalhos como manequim, mas agora a sua carreira deu o salto com uma campanha para a Triumph. O seu corpo escultural está por Portugal inteiro e, apesar de não se sentir à-vontade em lingerie, admite o impacto que tem tido.

Correio Vidas – Qual o feedback da campanha?

Cláudia Vieira – Fantástico. Tem sido incrível a quantidade de pessoas que me felicitam e elogiam.

– Foi o trabalho de moda que mais gozo lhe deu fazer?

– Sem dúvida. Foi feito com um cuidado extremo, com uma série de profissionais à minha volta do melhor que existe. Mas confesso que foi doloroso, três dias intensos.

– Esteve sempre à-vontade na sessão fotográfica?

– Muito mais do que costumo lidar com estas situações. Não tenho grande à-vontade em posar de lingerie, mas o ambiente em estúdio ajudou. Nunca me senti observada.

– Os seus pais lidaram bem ao vê-la nos cartazes publicitários?

– Muito bem. Claro que antes de fazer o trabalho expliquei ao meu pai que ia fazer uma campanha de lingerie. Mas não sabia que ia andar tão espalhada. Pensava que a campanha fosse mais discreta.

– E o Pedro, qual foi a sua opinião?

– Acompanhou todo o processo, desde a negociação com a agência. Viu o quanto eu desejava fazer este trabalho e apoiou-me totalmente.

– Tem ciúmes?

– Nem por isso. Lida muito bem com o facto de eu estar exposta.

– Isso está relacionado com a enorme cumplicidade que têm...

– O facto de nos conhecermos neste meio ajuda. É essencial. Tentamos não entrar em stress, porque os ciúmes não podem existir.

– Há quem diga que provoca acidentes no trânsito.

– Espero que sim (risos).

– Teve uma educação conservadora?

– Um bocadinho e agora ando por aí espalhada pelas ruas em lingerie (risos).

– É a filha do meio. Como é a relação com os seus irmãos?

– Sou ligadíssima aos meus irmãos, o Sérgio, de 31 anos, e a Carina, de 22. O meu irmão sempre foi muito protector e cheguei a ‘odiá-lo’. A minha irmã, apesar de termos seis anos de diferença, sempre foi a confidente.

– E ainda há a sua sobrinha...

– Tento pôr um travão para não falar da Marta [dois anos e meio]. Tenho uma forte cumplicidade com ela. Quando saio das gravações vou buscá-la. Em dias de folga ela fica comigo. Adoro acompanhá-la.

– Que recordações guarda da infância?

– Ter sido criada numa quinta foi um privilégio que marcou a minha personalidade.

– Deixou a escola para fazer moda?

– Não tirei um curso superior. Comecei a fazer moda no liceu. Recebi convites aos 14 anos, até que surgiu a possibilidade de ir trabalhar para o estrangeiro, mas o meu pai não deixou. Aos 18 anos, a minha mãe inscreveu-me no concurso Miss Loures. Ganhei e tudo começou. Aprendi a desfilar, vi-me maquilhada e gostei, Só comecei a entusiasmar-me quando ganhava castings para anúncios. Até que chegou os ‘Morangos’.

– Ficou logo entusiasmada?

– A minha agência, L’Agence, é que me incentivou a ir ao casting. Como não era actriz, não estava virada para essa área. O casting não me correu muito bem, mas consegui cativar as pessoas, o meu sorriso ajudou. A personagem ‘Ana Luísa’ foi uma das que mais cativaram o público.

– Foi nos ‘Morangos’ que encontrou o Pedro...

– O Pedro cativa as pessoas. No início éramos muito amigos, mas depois começou a surgir um clima. Não houve um pedido de namoro, começámos a sentir-nos mais próximos nas cenas. Tenho as melhores recordações dessa época.

– Falou-se em casamento...

– Não tenho planos nesse sentido. Gostava de casar, mas se não acontecer não me faz falta. Já me sinto casada, porque vivemos juntos há algum tempo. Sinto que estou com a pessoa que quero estar e acredito que seja a certa. Porém, nunca levo nada na vida como seguro e adquirido.

– A sua sobrinha aguça-lhe a vontade de ter filhos?

– A minha carreira não mo permite agora, mas quero muito, muito ser mãe.

REFLEXO

– O que vê quando se olha ao espelho?

– Vejo uma pessoa extremamente descontraída, divertida, que gosta de aproveitar cada dia como se fosse o último.

– Quando sai de casa vê-se sempre ao espelho?

– Quando lavo a cara, porque há um ritual de aplicar um gel e um creme hidratante, pois, à partida, vou estar o dia inteiro maquilhada. Mas não passo muito tempo a olhar-me ao espelho em casa, porque chego ao estúdio e tenho espelhos enormes.

– Gosta do que vê ?

– Gosto. Lido muito bem comigo. Se me perguntassem o que mudava: adoro os olhos do meu irmão e gostava de os ter, porque são verdes. Mas gosto do formato da minha cara... Nem todos os dias, claro. Por mais que a pessoa se sinta bem consigo própria, há dias em que estou instável e o rosto reflecte isso. Pelo menos o olhar não tem o brilho do costume. O brilho dos olhos fala por si: como é que a pessoa é, a sua forma de estar na vida...

– Já lhe apeteceu partir o espelho?

– Já tive uma crise de acne e, nessa altura, não me queria olhar ao espelho.

– Quem gostaria de ver reflectido no espelho ?

– Claro que há muita gente que admiro... Mas nem sequer tenho a minha mãe ou o meu pai como exemplo. Concordo com a sua forma de estar na vida, mas discordo de outras coisas.

– Uma pessoa de referência?

– A minha irmã mais nova, Carina (22 anos). Aprecio imenso a sua personalidade. Inicialmente eu era um exemplo para ela e a Carina aproximava-se muito da minha forma de ser. Com o tempo, ela foi vincando a sua personalidade e surpreendeu-me imenso.

– Um momento marcante na sua vida.

– Sem dúvida os ‘Morangos com Açúcar’, há mais de três anos.

– Qualidade e defeito.

– Sou muito positiva. Quanto aos defeitos, não traço um objectivo directo do que quero e ando sempre à deriva. Sou extremamente desorganizada.

PERFIL

Aos 28 anos (nascida a 20 de Junho de 1978), Cláudia Vieira é uma das referências na nova geração de actores. O seu percurso na representação aconteceu um pouco por acaso, depois de uma carreira na moda. Aos 18 anos, a mãe inscreveu-a no concurso Miss Loures, que ganhou. A partir daí começaram a chover convites. Há três anos, surgiu nos ecrãs da TVI, na série ‘Morangos com Açúcar’. Desde então a sua vida mudou, não só em termos profissionais, mas sobretudo porque conheceu Pedro Teixeira – seu par romântico na produção juvenil – com quem namora.

Para esta entrevista, Cláudia Vieira escolheu o espelho do seu carro, pois, explica, é lá que passa “muito tempo e acaba por se tornar num local” onde se sente bem”. “Além disso, o espelho do carro é uma forma de comunicação”, considera a actriz.
Autora: Helena Isabel Mota
Fonte: Correio Vidas

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