Morangos com Açúcar

2007-01-12

Ex-Moranguita - Paula Neves em entrevista


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Descobriu a profissão por acaso. Mas foi por ela que se apaixonou. Paula Neves comemora agora dez anos de carreira.

Correio TV- Completa agora dez anos de carreira. Que balanço faz deste percurso?

Paula Neves - Só pode ser positivo. Porque descobri uma profissão, uma vocação. Nada no meu percurso de vida passava pela representação ou qualquer outra actividade na área das artes. Formei-me em Sociologia e nunca me passou pela cabeça ser actriz. Pelo contrário, achava que só era actriz quem nascia com essa vocação, com esse sonho e depois passava por uma escola de artes... O melhor balanço destes dez anos foi ter descoberto uma vocação, uma profissão e um prazer muito grande em trabalhar nesta área. Tenho a sorte de adorar o meu trabalho e ainda ganhar dinheiro com isso.

- Descobriu a profissão por acaso?

- Nunca me tinha passado pela cabeça ser actriz. Estava numa agência de Modelos, a Central Models, e estava na faculdade a estudar Sociologia. E, a dada altura, surgiu a oportunidade de ir fazer o casting de ‘Riscos’, como antes tinha feito centenas de castings. Até para o ‘Portugal Radical’ e a meteorologia. De repente, vou parar a ‘Riscos’.

- Quais os momentos mais marcantes destes dez anos de carreira?

- A série ‘Riscos’ com as contracenas com os actores que faziam de meus pais, Alexandra Lencastre e Rogério Samora, e a Ana Zanatti, o José Wallenstein e o Diogo Infante. Foi uma estreia abençoada por Deus. Este começo foi muito marcante, de tal maneira que decidi investir na profissão. Depois houve ‘Lobos’, o meu trabalho para a NBP que me marcou muito, porque me abriu as portas para a empresa que hoje em dia considero quase uma segunda casa. A telenovela ‘Anjo Selvagem’ foi outro momento alto, pela personagem fabulosa que tive, pela intensidade e duração do trabalho. As peças de teatro ‘A Opção’ e a ‘Esta Vida Breve’ foram outros momentos marcantes.

- Quer citar alguém que, neste percurso, tenha ajudado na sua formação de actriz?

- A Alexandra Lencastre, que era minha ‘mãe’ em ‘Riscos’, a Isabel de Castro (‘Anjo Selvagem’), pela actriz maravilhosa que era e pela relação de amizade que criei com ela, e o Manuel Cavaco, por toda a sua sabedoria e a contracena maravilhosa em ‘Queridas Feras’.

- Um actor pode melhorar com a idade?

- Só melhora com a idade. E de trabalho em trabalho. E não existe o dia em que se pode achar que se sabe tudo. A aprendizagem é constante até ao fim da vida. E também uma certa ansiedade e insegurança a cada novo trabalho, independentemente da nossa experiência...

- Está agora na novela ‘Tu e Eu’, onde faz o papel de stripper. Foi difícil tirar a roupa em frente às câmaras de TV?

- Sim. É uma situação de grande exposição e provoca constrangimento. Foi necessária alguma preparação física e psicológica, mas correu muito bem.

- Que preparação teve de fazer para protagonizar as cenas de strip na novela? Contou com a ajuda de uma profissional?

- Sim, tive apoio de uma professora, uma bailarina e stripper profissional, tive aulas, fui a clubes de strip e vi filmes sobre o tema.

- Neste trabalho, o que foi mais difícil fazer? E o que mais a surpreendeu?

- Foi difícil conseguir a disponibilidade física necessária. E foi complicado controlar os nervos, mas isso também me ajudou na carga emocional das cenas. Contei com a ajuda e a colaboração do realizador, da bailarina que me ensinou e de toda a equipa. A colaboração de todos facilitou o trabalho. Surpreendeu-me conseguir dançar as músicas todas até ao fim, seguidas, com a dança e o strip ao mesmo tempo.

- Gostou do resultado?

- Gostei muito, acho que as cenas estavam bonitas, sensuais, elegantes, fortes e com emoção.

- Em termos de produção nacional estamos a assistir a um incremento. Esta quantidade tem acompanhado a qualidade?

- Acho que sim. Nem todos os produtos têm cem por cento de qualidade, mas acho que com o aumento da produção, os profissionais desta área preocupam-se em melhorar, em aprender com os erros, em aprender com produções estrangeiras e a tentar fazer melhor.

- A novelas portuguesas estão melhores?

- Estão, em termos de ritmo, de iluminação, de caracterização. Sinto que a qualidade aumentou.

- Para si, como é o processo da composição da personagem?

- Difícil é construir-se uma personagem com o pouco texto que temos. É compor a personagem um pouco às escuras, é fazer na base do “como eu acho que vai ser a personagem”... A parte da pesquisa é muito interessante, porque começamos a adormecer e a acordar com a personagem na cabeça, sempre à procura de detalhes... Depois, quando começam as gravações, vem um período de muita ansiedade, porque nunca se sabe se aquilo que construímos está de acordo com aquilo que os outros querem.

A CARREIRA TELEVISIVA

Depois de se ter estreado com a série juvenil ‘Riscos’, em 1997 (RTP 1), Paula Neves integrou o elenco de ‘Os Lobos’ e ‘Ajuste de Contas’, em 2000. Após passagem pela SIC, com ‘Ganância’ e o telefilme ‘Monsanto’, a actriz protagonizou a telenovela ‘Anjo Selvagem’, na TVI, onde se destacou no papel de ‘Trinca-espinhas’. Seguiu-se ‘Queridas Feras’ e ‘Morangos com Açúcar’. Integra agora o elenco de ‘Tu e Eu’.

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Autora: Eugénia Ribeiro
Fonte: CM

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